Uma conversão que faz sentido do jeito certo
Esta é uma das conversões de áudio mais bem fundamentadas, e o motivo é o ponto de partida: o WAV é uma fonte sem compressão. Ele guarda o som cru, exatamente como foi gravado.
Isso significa que a codificação para OGG acontece uma única vez, a partir do material completo — que é precisamente o cenário para o qual formatos com perda foram projetados. Diferente de converter um MP3 para OGG, aqui não há recompressão de algo já comprimido.
E a economia é enorme. WAV ocupa cerca de 10 MB por minuto; o OGG resultante costuma ficar em torno de um décimo disso, com qualidade que a maioria das pessoas não distingue em escuta normal.
Por que OGG e não MP3
Duas razões costumam levar a essa escolha. A primeira é licenciamento: o OGG Vorbis é livre de patentes, o que importa em jogos comerciais, projetos de software livre e produtos distribuídos internacionalmente.
A segunda é qualidade por tamanho: o Vorbis costuma render um pouco melhor que o MP3 no mesmo peso de arquivo, vantagem que se acumula quando um jogo carrega dezenas de efeitos sonoros.
A contrapartida é a compatibilidade fora do software: rádio de carro, caixa de som portátil e aparelhos domésticos frequentemente não reconhecem OGG. Se o destino é simplesmente ouvir, converter para MP3 é a escolha mais segura.
Quando converter
- Efeitos sonoros e trilha de jogo em Unity, Godot ou engine similar.
- Áudio para aplicação web que prefere formatos abertos.
- Projeto de software livre que evita codecs patenteados.
- Reduzir uma gravação em WAV mantendo boa qualidade num formato aberto.
- Distribuir áudio sem preocupação com licença de codec.
Limitações
- Máximo de 50 MB — em WAV, isso corresponde a apenas uns 5 minutos.
- Um arquivo por vez, sem conversão em lote.
- Menos compatível que MP3 em aparelhos domésticos.
- A perda é permanente. Guarde o WAV se ainda houver edição pela frente.
- Para muitos arquivos, um programa instalado como o Audacity converte em lote sem limite.
